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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015


Um leitor dos artigos deste blog fez a seguinte colocação:

Olá Apologista.

Vi um vídeo dum programa em que um pastor compara a trindade com o casamento, onde formam "uma só carne" (2 em 1 e 1 em 2). Claro que não acredito na trindade, mas peço a sua ajuda para refutar esse argumento de forma eficaz. Agradeço sinceramente a atenção.


Fonte: jw.org
Adão e Eva formavam "uma só carne". Um terceiro elemento corromperia essa união. Como isso poderia ilustrar uma trindade?

Resposta do Apologista:

Os defensores da Trindade buscam analogias (comparações) para tentar explicar esse inexplicável e antibíblico ensino. O ponto é que uma analogia, para ser aceitável nesse caso, tem que estar em harmonia com a Bíblia, o que não ocorre, pois a referida doutrina não é bíblica. Ou seja, não é você que precisa refutar, e sim o proponente da analogia que precisa demonstrar uma fundamentação bíblica – o que não é possível, porque tal doutrina não é bíblica.

Certo trinitário tenta conjugar a ideia presente em Mateus 19:5 (“os dois serão uma só carne”) com o conceito de Eclesiastes 4:12 (“um cordão tríplice” – Deus, o marido e a esposa). Afirma que:

1+1 é igual a 1 (Marido e esposa formam uma só carne).
1+1 é igual a 2 (Marido e esposa mantêm sua individualidade).
1+1 é igual a 3 (Marido e esposa se unem na presença de Deus).

O que tal argumentador deixa de considerar (consciente ou inconscientemente) é que, para a terceira proposição (1+1 é igual a 3) ter validade, Deus teria de tornar-se “uma só carne” com o casal, visto que é ESTA CARACTERÍSTICA que faz o casal tornar-se UM em Mateus 19:5 e em Gênesis 2:24. Mas Deus é Espírito. (João 4:24) Portanto, toda essa manobra mirabolante não leva ao objetivo pretendido pelos trinitaristas. Ao invés disso, apenas atesta a fragilidade da doutrina da Trindade e, por consequência, dos argumentos de seus defensores.

Como exemplo de analogia falaciosa, temos o fato de que, no passado, os evolucionistas costumavam comparar a evolução orgânica com o processo de evolução do feto no ventre da mãe, que de uma célula se torna um ser vivo, uma pessoa. Contudo, essa analogia não tem fundamentação científica nenhuma. Primeiro, porque a evolução ocorrida no ventre é de uma única espécie, e não de uma espécie em outra (como apregoa a teoria da evolução orgânica, também chamada macroevolução). Ou seja, a célula não passa pelos supostos e míticos estágios de peixe em anfíbio, depois em répteis e finalmente num mamífero). Todo o inteiro processo é HUMANO.

Sobre isso, a revista A Sentinela de 1.º/4/80 relatou:

Antigamente, uma das ideias prevalecentes dos evolucionistas era a ‘teoria da repetição’. Segundo ela, o bebê em desenvolvimento, no ventre da mãe, passa pela história evolucionária da humanidade. Embora esta teoria tenha sido rejeitada pela maioria dos evolucionistas, quaisquer dúvidas que talvez restassem quanto à sua validade devem ser resolvidas pelos achados de novos dispositivos de controle pré-natal, tais como os examinadores ultrassônicos e os minúsculos microscópios inseridos no ventre, para registrar o desenvolvimento do bebê. Estes, conforme noticiou a United Press International, “dissiparam muitos mitos sobre o desenvolvimento humano”.

O serviço noticioso declarou: “Os métodos que usam monitores tais como o fetoscópio e os examinadores ultrassônicos, que reproduzem a figura do feto por nascer, têm demonstrado que o homem não passa pela evolução completa da vida — desde o primitivo organismo unicelular até a criatura aquática semelhante ao peixe, e até o homem. . . . Cada passo no processo do desenvolvimento do feto é especificamente humano.”

Fonte: http://www.portalpower.com.br/saude
A ignorância dos evolucionistas os levou a usar a gestação para tentar provar a teoria da evolução

Outra ilustração inventada na tentativa de explicar a Trindade é compará-la a três velas acesas que dizem formar uma única luz. Novamente, não há nenhuma base bíblica para fundamentar essa premissa. A Bíblia não afirma que os três são da mesma substância (o que foi discutido no Concílio de Niceia sobre o Pai e o Filho, na proposição do termo homooúsios), não afirma (pelo contrário: nega) a personalidade do espírito santo, o que já desmonta a teoria trinitária, nem afirma (mas sim nega) a coigualdade dos três em poder, autoridade e eternidade.

Assim, tais ilustrações são totalmente sem procedência e de nenhum valor em provar tal doutrina que não existe na Palavra de Deus.

Em relação a falácias assim, é importante seguir o sábio conselho dado em 1 Timóteo 6:20:

“Ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, desviando-te dos falatórios vãos, que violam o que é santo, e das contradições do falsamente chamado ‘conhecimento.’”


Tais comparações sem base bíblica não passam de “contradições do falsamente chamado ‘conhecimento’”, uma vez que contradizem o claro ensino bíblico de que somente Jeová, o Pai, é o Deus Todo-Poderoso; de que Jesus é o Filho de Deus, não Deus-Filho (expressão que nem aparece na Bíblia, somente na cabeça dos trinitaristas), e que o espírito santo é a energia que procede de Deus, ou seja, Sua força ativa.

Tais ilustrações estão inclusas nas “histórias falsas, engenhosamente inventadas” para tentar sem sucesso provar biblicamente uma doutrina que não é bíblica e, portanto, não é cristã.  – 2 Pedro 1:16.

Tais trinitaristas seguem o mal exemplo de Bildade, o suíta e falso consolador de Jó.

Tentando argumentar que as provações de Jó eram resultado de pecados seus e de sua família, Bildade perguntou:

“Acaso o papiro cresce alto sem brejo? Acaso a cana se torna grande sem água?” – Jó 8:11.

Para o papiro e a cana crescerem, existe uma causa: a necessidade de umidade. Assim, argumentava Bildade, os problemas de Jó também tinham uma causa, que Bildade afirmava ser o pecado oculto de Jó e de seus filhos. – Jó 8:4, 6.

Após isso, usando a mesma analogia, argumentou que a breve vida da cana ilustra “as veredas de todos os que se esquecem de Deus”.  – Jó 8:13.

As declarações acerca da cana e do papiro são verdadeiras, mas não se aplicava a Jó. A aplicação era falaciosa, falsa.


Tanto que o relato do livro bíblico de Jó registra que “Jeová passou a dizer a Elifaz, o temanita: ‘Minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois companheiros, pois não falastes a verdade a meu respeito assim como fez meu servo Jó.” – Jó 42:7.

Fonte: jw.org
Jó também foi vítima de ilustrações falaciosas

O mesmo se dá a respeito de ilustrações propostas pelos trinitaristas tiradas da realidade – elas podem até ser verdadeiras, mas a aplicação à Trindade é falaciosa, uma vez que não há base na Bíblia para confirmar a relação entre tais analogias e a Trindade, pelo simples motivo de que a doutrina da Trindade não existe na Bíblia.



Os artigos deste blog podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o blog oapologistadaverdade.blogspot.com