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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014


A lei de Deus sobre o sangue foi dada foi dada pela primeira vez a Noé. Lemos em Gênesis 9:3-6:

“Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora. Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis. Certamente, requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem. Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem.” – Almeida Revista e Corrigida (Al).

A lei sobre o sangue não era uma regra dietética. Jeová não vinculou a proibição com o ato de ingerir pela boca (como se o ato de mastigar ou de engolir sangue fosse um pecado), mas sim a vinculou com o que o sangue REPRESENTA: A VIDA, que de direito pertence a Deus. (Gênesis 9:3, 4) Tanto é assim, que logo em seguida Jeová deu a lei contra o assassinato. (Gênesis 9:5, 6) Agora perguntamos: qual a relação entre ingerir sangue e assassinar alguém? Se focalizarmos o ato de “comer” (mastigar e engolir), não há relação nenhuma (a menos que o assassinato ocorra por se comer alguém vivo!). Mas se atentarmos para o fato exposto claramente em Gênesis 9:4, de que o sangue representa a vida, fica fácil vermos a relação entre as duas coisas: tanto ingerir sangue como assassinar alguém são atentados contra A VIDA.

Mas, no caso do sangue, isso não incluiria apenas ingerir sangue pela boca?

Teria de ser evitado também de outra forma criada pelo homem, como endovenosamente ou de forma intramuscular? Para podermos responder biblicamente a essa indagação, retomemos o MOTIVO BÍBLICO – o motivo que Jeová deu – para se evitar o sangue: o fato de o sangue representar a vida. Agora perguntamos: o sangue deixa de representar a vida ao ser ingerido de outra forma que não seja oralmente?

O fato de representar a vida é intrínseco ao sangue: ele transporta nutrientes e oxigênio para as células do corpo. Desse modo, a Bíblia declara: “A vida de todo ser vivente está no sangue.” (Levítico 17:11a, Nova Tradução na Linguagem de Hoje [NTLH].)

Tanto que o sangue representa a vida independente de ser comido, que Jeová ordenou, sob o Pacto da Lei Moisaica, que animais fossem abatidos e seu sangue fosse derramado para cobrir os pecados do povo israelita. Sabemos que o salário do pecado é a morte. (Romanos 6:23) Nessa perspectiva, todos os humanos, por serem pecadores, merecem a morte, pela lei perfeita de Deus. Então, Jeová fez um arranjo para que houvesse a morte substituta pelo sacrifício de animais. Por tais animais serem abatidos e seu SANGUE derramado, uma VIDA substituta era dada em lugar dos israelitas pactuados com Deus. Levítico 17:11 afirma sobre isso:

Pois a vida de todo ser vivente está no sangue. É por isso que Deus mandou que o sangue dos animais oferecidos como sacrifício fosse derramado no altar a fim de conseguir o perdão dos pecados do povo. Pois é o sangue, isto é, a vida, que tira os pecados.

Óbvio que se tratava de um arranjo temporário e provisório, apontando para o derradeiro e perfeito sacrifício – o de Cristo. Como o apóstolo Paulo explicou: “Pois, se o sangue de bodes e de touros, e as cinzas duma novilha, aspergidos sobre os aviltados, santifica até à purificação da carne, quanto mais o sangue do Cristo, o qual, por intermédio dum espírito eterno, se ofereceu a Deus sem mácula, purificará as nossas consciências de obras mortas, para que prestemos serviço sagrado ao Deus vivente?” (Hebreus 9:13, 14) Ele acrescentou: “Sim, quase todas as coisas são purificadas com sangue, segundo a Lei, e a menos que se derrame sangue, não há perdão.” – Hebreus 9:22.

A lei perfeita de Deus exigia que se desse “vida por vida”. (Êxodo 21:23, Al) Assim, para salvar a vida da humanidade pecadora seria necessário que uma vida fosse sacrificada em favor dela.

Os sacrifícios de animais eram apenas provisórios. Como disse Paulo: “Não é possível que o sangue de touros e de bodes tire pecados.” (Hebreus 10:4) Como havia sido um humano perfeito – Adão – que transmitiu o pecado, teria de se dar outra vida equivalente – outro humano perfeito.

Assim, o apóstolo Pedro declarou: “Pois sabeis que não foi com coisas corruptíveis, com prata ou ouro, que fostes livrados da vossa forma infrutífera de conduta, recebida por tradição de vossos antepassados. Mas foi com sangue precioso, como o de um cordeiro sem mácula nem mancha, sim, o de Cristo.” – 1 Pedro 1:18, 19.

Portanto, o único uso do sangue aprovado por Deus foi para cobrir pecados. E isso foi feito provisoriamente com o sacrifício de animais, e de forma derradeira com o sacrifício de Jesus Cristo. Nosso sangue não tem poder expiatório – isto é, não pode cobrir pecados; e, além disso, esse requisito já foi cumprido por Jesus Cristo. Assim, não estamos autorizados a usar o sangue de forma nenhuma.

Mas será que isso inclui também as transfusões?

O primeiro concílio apostólico decidiu sob a orientação do espírito santo de Deus:

Pois, pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias: de persistirdes em abster-vos de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação.” – Atos 15:28, 29.

Há os que argumentam que essa proibição dizia respeito apenas ao sangue animal. Mas, lembrando novamente O MOTIVO pelo qual Deus proibiu o uso de sangue – o fato de O SANGUE REPRESENTAR A VIDA – perguntamos: será que é somente o sangue animal que representa a vida? Se assim fosse, o sangue derramado de Cristo não teria valor expiatório (de cobrir pecados) pois ele era humano, não animal. É óbvio, pois, que, uma vez que o sangue animal representa a vida do animal, o sangue humano representa a vida humana. Visto que o sangue humano representa a VIDA humana – e esta é a razão de Deus proibir o uso de sangue – o sangue humano também foi proibido por Deus.

E o próprio texto de Atos 15:29 comprova isso. Embora a idolatria e a fornicação sejam mencionadas apenas uma vez, há DUAS referências ao sangue. Como assim? Encontramos uma delas por dedução na expressão “coisas estranguladas” (“carne sufocada”, Al). Trata-se claramente de carne não devidamente sangrada. Mas, antes disso, ocorre a expressão “persistirdes em abster-vos … de sangue”. Se essa referência fosse à carne não devidamente sangrada, seria uma expressão redundante (repetitiva, desnecessária), pois isso foi dito logo em seguida. É evidente que se trata de sangue de modo geral, incluindo o sangue humano.

Isso é tornado mais claro ainda quando analisamos a referência à “fornicação”, que, na Bíblia, abrange toda forma de imoralidade sexual. Assim, ‘abster-se de fornicação’ não incluiria evitar apenas o sexo pré-marital mas praticar o adultério, ou vice-versa. Do mesmo modo, abster-se de sangue inclui abster-se de todo tipo de sangue, incluindo o sangue humano.

Mas isso deveria ser feito mesmo que a vida estivesse em jogo?

Bem, a moderna ciência médica tornou essa situação praticamente inexistente. O problema está na prática da Medicina, que ainda não absorveu de modo pleno as modernas técnicas de tratamento sem sangue alogênico (de outra pessoa). Em razão da prática médica – e NÃO da CIÊNCIA médica – um cristão pode se confrontar com essa situação. Mas a pergunta acima poderia ser refeita deste modo: poderia um cristão verdadeiro desobedecer uma lei de Deus tão séria quanto evitar a idolatria e a imoralidade sexual se a vida estivesse em jogo?

Jesus Cristo, o Fundador do cristianismo, declarou enfaticamente: “Porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á.” (Mateus 16:25, Al) João também registrou palavras similares de Cristo: “Quem tem apego à sua vida, vai perdê-la; quem despreza a sua vida neste mundo, vai conservá-la para a vida eterna.” (João 12:15, Bíblia Pastoral.) O que essas palavras de Jesus indicam?

Que o cristão pode ficar numa situação entre a vida e a lei de Deus. Nesse caso, ele terá de optar por apenas uma delas. Meditar desde agora nas palavras do Senhor Jesus ajudará àquele que quer ser fiel a Deus a tomar a decisão acertada, tendo em vista a eternidade prometida por Deus.

Já que o decreto apóstólico equiparou abster-se de sangue como sendo tão sério quanto abster-se de idolatria, podemos citar o caso dos três hebreus que estavam em Babilônia. Eles ficaram entre praticar idolatria, por adorar a estátua feita pelo Rei Nabucodonosor, e perder a vida numa fornalha ardente. Note o que eles decidiram:

Sadraque, Mesaque e Abednego responderam e disseram ao rei: “Ó Nabucodonosor, neste respeito não temos necessidade de te replicar qualquer palavra. Se for preciso, nosso Deus, a quem servimos, poderá salvar-nos. Ele nos salvará da fornalha de fogo ardente e da tua mão, ó rei. Mas, se não, seja do teu conhecimento, ó rei, que não é a teus deuses que servimos e que não é a tua imagem de ouro que erigiste que adoraremos.” – Daniel 3:16-18.

Embora eles tivessem fé que Jeová poderia livrá-los milagrosamente daquele destino cruel, reconheceram a possibilidade de Deus permitir que fossem mortos. MESMO ASSIM, decidiram por não praticar idolatria!

Portanto, tudo se resume numa questão de fidelidade a Deus por obedecer às suas leis.

Entendeu a consideração acima? Então responda a si mesmo(a):

1.     Qual é o motivo de Deus ter proibido o uso do sangue?
a)   O fato de ele entrar pela goela
b)   O fato de ele representar a vida (a qual pertence a Deus)

   2. A lei sobre o sangue inclui evitar também o sangue humano? (Atos 15:29)
   3. A lei sobre o sangue poderia ser desobedecida quando a vida estivesse em jogo? (Mateus 16:25)




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